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Blockbuster Season (Part 1)

Adoro a temporada de blockbusters. Todos os anos o verão americano (que começa em maio nos cinemas) traz os lançamentos mais aguardados e muito dinheiro pras bilheterias do mundo inteiro. Eu curto cinema pipocão, nunca escondi isso de ninguém. Adoro aproveitar as mega-estréias, comprar ingresso antecipado, ver no primeiro final de semana só pra engrossar o faturamento do filme… Gosto de me sentir parte da indústria. 2009 não está lá essas coisas todas em termos de filme, mas temos sim alguns gigantes que vão dar muito o que falar. Terminator Salvation, Transformers 2 e o novo Harry Potter são algumas das grandes apostas para quebra de recordes este ano. Mas isso de junho em diante, porque maio já teve seus vitoriosos.

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X-MEN ORIGENS: WOLVERINE

E eis que o tão falado filme do Wolverine saiu e não foi lá essas coisas todas. Sinceramente, eu ouvi tanta crítica negativa antes de ir ver o longa pessoalmente que eu cheguei a sair do cinema impressionada. Não é lá essas coisas todas, mas não é tão ruim assim, sejamos razoáveis! Hugh Jackman nasceu pra fazer Logan, ele continua ótimo. A história do Wolverine em si foi modificada daquela que vemos nos filmes X-Men (não, não li os quadrinhos, nem citarei a história “original” aqui porque eu não a conheço). Mas ficou mais… humana? Céus, que contradição! Durante todo o filme ele luta contra seus instintos animais e principalmente contra os instintos animais de seu irmão Victor/Dente de Sabre, interpretado Liev Schreiber. Wolverine se apaixona, se rebela, se sacrifica e até dá uma de Jedi em uma cena chupada de Star Wars I: A Ameaça Fantasma. (Lembram daquela luta de sabres de Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi contra Darth Maul no final? Então!)

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Wade/DeadPool (Ryan Reynolds) e Gambit (Taylor Kitsch)

Enfim, há ótimas cenas de ação, um roteiro suficientemente convincente, e se você for menina (ou chegado), há Ryan Reynolds (Wade/DeadPool), Taylor Kitsch (Gambit – pra mim *o melhor* do filme!) e Hugh Jackman himself. Creio que já listei motivos suficientes pra conferir X-Men Origens: Wolverine. Sim, vale a pena. Não, não vai mudar sua vida.

X-Men Origins: Wolverine
Data de lançamento: 01/05
Faturou até 19/05: US$ 274.049.339,00

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STAR TREK

Eu sou besta. Tipo, over empolgada sabe? Meus amigos Tato e Zeck já disseram que eu sou “deslumbrada”. Sou mesmo. E talvez por isso eu tenha batido o pé e afirmado que Star Trek foi o melhor filme que eu vi esse ano. Foi. Porque o que me faz adorar filmes é aquela inquietude de estar assistindo algo incrivelmente tocante/divertido/novo/extraordinário que você pensa “caralho, que foda!!” antes mesmo dos créditos finais subirem. Em alguns casos antes mesmo do filme chegar na metade. No ano passado dois filmes me deixaram empolgadas assim: The Dark Knight e Wanted. Foram ocasiões em que eu saí do cinema transbordando adrenalina. Star Trek foi o primeiro a me proporcionar essas emoções em 2009. Eu sorri ao longo do filme, sabe? Sorri. Porque estava me divertindo de verdade, me empolgando, torcendo pelos mocinhos, acompanhando curiosa o desenrolar daquela história nova pra mim. Exato, nova. Não sou uma Trekkie, muito pelo contrário! Sempre achei Star Trek nerdão demais pro meu gostinho pop-semi-nerd. Star Wars tudo bem, Star Trek não. Lost tudo bem, Arquivo X não. Sabe?

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Tripulação da nova USS Entrerprise comandada pelo Capitão Kirk (Chris Pine)

E por falar em Lost, J.J. Abrams, criador da série e responsável pelo novo Star Trek está se encaminhando para ser o George Lucas da molecada (não tão moleque assim) dos anos 2000. Ou ele nasceu com o bumbum virado pra lua, ou o cara realmente é muito bom. E eu prefiro acreditar no talento do que na sorte. Primeiro foi o seriado Felicity, depois Alias, um começo digno. Depois Lost, o estouro mundial que cativou fãs quase ou tão fanáticos quanto os Trekkies que habitam este planeta desde os anos 60. Agora Fringe promete ser o novo Arquivo X, muito mais high-tech, claro. Depois vieram as produções cinematorgráficas. Desde Armageddon, passando por Missão: Impossível III, o polêmico e inovador  Cloverfield, e claro, o Royal Straight Flush que destruiu todo mundo que tinha ido de All-In: Star Trek. Repito: não conhecia Star Trek antes, mas não vejo como fãs fanáticos teriam motivo para se irritar com a maneira como J.J. Abrams achou de dar continuidade à história. Ele conseguiu a façanha de voltar ao começo e construir um “mundo novo” deixando o velho intacto e ainda tendo como trunfo o carisma e credibilidade (por quê não?) dos personagens originais. Odeio quem tem idéias melhores do que jamais terei. O roteiro é massa, os efeitos são fuderosos, ação, comédia, drama, romance. Tudo que um filme precisa pra ser legal, Star Trek tem de sobra.

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Zachary Quinto (Spock) e Chris Pine (Capitão Kirk) – *Sigh*

Fora Zachary Quinto como Spock (”Live long and prosper”, sem esquecer da mãozinha) e Chris Pine como o Capitão James T. Kirk que dão um show de entrosamento e carisma. Ah, e Chris Pine foi promovido a crush do momento. Pois é, ele já está no meu desktop com aqueles olhos azuis lindos e aquele sorriso safado maravilhoso. Oh baby, me joga no espaço e me chama de galáxia!
Sim, Star Trek é um filmaço para meninos e meninas que gostam de se divertir, que estejam dispostos a passar duas horas viajando pelo espaço à bordo da USS Enterprise e que não tenham vergonha de deixar o seu inner nerd aflorar de vez em quando, afinal, ele(a) merece. Fil-ma-ço.

Star Trek
Data de lançamento: 08/05
Faturou até 19/05: US$ 215.391.532,00

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ANJOS E DEMÔNIOS

Eu tentei, mas é impossível falar de Anjos e Demônios sem compará-lo a O Código DaVinci (2006). A começar pelo cabelo de Tom Hanks. O bom senso voltou a imperar na cabeça (literalmente) do nosso mocinho favorito. Sim, o filme é bem melhor que o primeiro, mas isso não seria lá um mérito muito grande já que o Código foi bem fraquinho. Sim, eles modificaram um bocado a história original dos excelentes livros de Dan Brown. E sim, eu acho esses dois livros do Dan Brown EXCELENTES. Vai começar o mimimi que Dan Brown é um Paulo Coelho da vida, que vende muito sem ter mérito, que ele escreve literatura Hollywoodiana voltada pro povão e blá blá blá. Toda a torcida contra Brown pode até ter sua parcela de razão, mas o fato é que o cara escreveu dois livros de sucesso global e inquestionável. Ele conseguiu abordar temas polêmicos e complexos através de uma linguagem simples. São livros-roteiros? São. E daí, colega? São uma excelente diversão e eu acho que esse é um dos motes da literatura, não é? Divertir. Se você realmente se sentir culpado consumindo esse tipo de literatura, Camus e Nietzsche estão a poucas prateleiras de distância, fique à vontade. Mas voltando: gostei dos livros. Adorei, na verdade. Anjos e Demônios ganha por um nariz d’O Código DaVinci na minha opinião. Sendo assim eu esperava ser honrada por boas adaptações cinematográficas. Sabe que quando eu li O Código, lááá em 2004/2005, antes mesmo de falarem nos filmes, eu já imaginei o Tom Hanks sendo o professor Robert Langdon? Juro. Mas a Sophie eu imaginei sendo Kate Winslet (no livro ela é ruiva), acabou sendo Audrey Tautou. Passou longe. Já quando li Anjos e Demônios imaginei a Dra Victoria Vetra sendo Monica Belucci, acabou sendo Ayelet Zurer. Passou perto! Mas nunca – nunquenha – imaginei Ewan McGregor no papel do carmelengo. Carmelengos pra mim são feios.

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Ewan McGregor (Carmelengo) e Ayelet Zurer (Victoria Vectra)

Enfim, a história mudou, inclusive cronologicamente. Quem leu os livros sabe que os acontecimentos de Anjos e Demônios se passam antes da história contada no Código. No filme é o contrário, o que eu acho que fez até sentido. Outras coisas também mudaram, mas não vou contar pra não estragar. Dessa vez a história está melhor explicada, apesar deles ainda pecarem em pensar que o espectador é retardado (alguns até são) e ficarem repetindo o óbvio incansavelemente. Tipo, bastava dizer UMA vez que os 4 elementos da natureza são fogo, terra, água e ar, né? Por favor. Tem ação, mistério, enigmas, reviravoltas, explosões, corpos, sangue, mas não tem romance, sinto muito, não tem. E a Igreja Católica, hein? Que tanto condenou, tanto aconselhou um boicote ao filme… se tivessem assistido antes iam ver que no final das contas o diretor Ron Howard fez foi um favor aos religiosos! Pelo menos eu saí do cinema com essa impressão. Enfim, é um filme digno do burburinho, maaas não espere nenhum Forrest Gump, ok? Afinal, é Dan Brown.

Angels and Demons
Data de lançamento: 15/05
Faturou até 19/05: US$ 148.264.633,00

One Response to “Blockbuster Season (Part 1)”

  1. tato Says:

    Ao contrário de você, odeio blockbusters. Fazem mal para o corpo, para a alma, e para o bolso. Prefiro obscuridades e sessões-arte.

    Enfim.

    Wolverine foi… legalzinho…

    Considerando a overdose de clichês e efeitos especiais como um espetáculo à parte, e apesar da fidelidade com a história original, prefiro o gibis, mesmo.

    Agora é minha hora de concordar contigo, para logo depois discordar: Star Trek foi o melhor filme do ano. Fuderosíssimo pra caralho, diria. Mas eu sou Trekkie, então justifica. Não fiquei olhando os dotes dos atores (se bem que Uhura… Uhhhhh Ura..!). Mas achei interessante a realidade alternativa criada nesse filme. Deu um “plus a mais” nos outros 6 filmes anteriores, e nos 4 seriados.

    Me emocionei vendo o Spock original interagindo com o Spock atual.

    Sério.

    Chorei.

    Sou Trekkie. Perdão.

    Do resto não posso falar muito. Ainda. Talvez.

    Tenho outros 4 filmes pernambucanos e 2 leste-europeus para assistir, antes que os blockbusters me animem.

    E sim: tu é deslumbrada.

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